Não existe fim para quem acredita em recomeço

“Não existe fim, para quem acredita em recomeço”, né?

O Sessão Set foi uma jornada muito legal, muito gratificante, que nasceu e renasceu na hora certa, como deveria ser… mas agora é definitivamente hora de darmos um tempo, oficialmente falando.

Dar um devido tempo nos vídeos do YouTube, nas entrevistas e lives, nos stories, nas dicas, no IGTV, nos textos do blog e é isso. Alias, coisa que já vinha acontecendo naturalmente, pela correria das rotinas de uma família nerd e apaixonada.

Parece complicado e repentino o que está sendo dito aqui mas é muito simples, na verdade. A gente agradece muito o carinho e incentivo dos que sobraram e nos acompanharam até aqui, que não foram muitos mas são extremamente queridos.

Já que o futuro é completamente incerto, o presente parece uma boa opção e o que fica é a nossa gratidão. Aguardemos os próximos episódios.

#Obrigado

“Mestres do Universo: Salvando Eternia” não é o que esperávamos; E isso é ótimo

Chegou nesta sexta-feira (23) na Netflix, a tão aguardada releitura, ou atualização, ou continuação como queiram, de “Mestres do Universo”, animação clássica dos anos 80 protagonizada pelo não menos célebre He-Man, toda baseada em uma linha de brinquedos da Matel, que teve de se adaptar por problemas com a marca Conan, O Bárbaro. Tem um documentário ótimo sobre essas histórias todas na própria Netflix, chamado “A Força de Greyskull”.

Encabeçando o projeto todo, Kevin Smith, ator, comediante, cineasta, roteirista de cinema e quadrinhos, nerd mor, e grande entusiasta obviamente da saga. Aqui vemos uma atualização do traço de da animação, que ganha peso e corpo apropriado para 2021, rendendo todas as homenagens visuais sem se esquecer do grande público infanto-juvenil que tem a possibilidade de angariar agora. Mas não imaginávamos que a força e coragem de “Masters of the Universe: Revelations” estaria na sua trama e no seu enredo.

Kevin Smith Shares BTS Video look at Masters of The Universe, Scare Glow,  and Hints at Huge Teela Revelation! - The Illuminerdi
O famigerado Kevin Smith, bate forte e pegando pesado no que se diz respeito à adaptação do roteiro de Mestres do Universo

A proposta aqui é justamente desconstruir os protagonismos e antagonismos de He-Man / Príncipe Adam e Esqueleto, respectivamente. Decisão essa, pra lá de arriscada e que me pareceu um tanto quanto errônea logo no segundo episódio, mesmo imaginando que seria realmente necessário dar mais protagonismo e participação relevante à todos os ricos personagens pertencentes a série, e principalmente, para as personagens femininas da série, aqui ganhando toda a pompa e toda glória, sem exagero. A primeira temporada foi dividida ao meio e foram ao ar os 5 primeiros episódios. Os outros 5 demais, ainda não tem uma data definida pela Netflix para a sua estreia no streaming.

Mas a medida que os personagens vão sendo desenvolvidos e a trama vai avançando, fica claro pra mim a coragem de Kevin Smith e como simplesmente ele estava correto em explorar esse novo prisma e essa nova abordagem, afinal, seria muito mais fácil e tranquilo continuar adaptando as mesmas aventuras (ou ao menos, o mesmo tom e mesmo elenco de personagens) da versão clássica dos anos 80 mas aqui ele se arrisca e vejo o resultado como o o melhor possível: ao mesmo tempo que é nostálgico, o tempo todo sentimos o desenho sendo transformado e atualizado para novos tempos, aonde heroínas também tem a sua importância e o seu papel. Aqui vemos Teela ganhando finalmente o seu merecido destaque, após tantos anos acompanhando o príncipe guerreira em suas intrépidas aventuras. A mitologia do próprio universo de Eternia é explorado e acaba entregando agradáveis surpresas.

SDCC 2021: Masters of the Universe: Revelation hits Comic-Con@Home
A animação traz gratas surpresas nas vozes, tanto do original em inglês, quanto da versão dublada

“Mestres do Universo: Salvando Eternia” salvou também a minha sexta-feira e o meu final de semana. Grata surpresa que realmente faço aqui a recomendação para que todos os curiosos de plantão feito eu, mesmo não sendo mais o publico alvo de animações desse tipo, possam conferir. Me lembrei por diversas vezes dos bonecos que tive, assim como da própria espada e lancheira do He-Man, dos anos 90.

Felipe Gonçalves é produtor de conteúdo no canal Sessão Set, é colunista e apresentador no Novo Dia Geek, o quadro de cultura pop do jornal Novo Dia Notícias

Disney+ aposta pesado na nostalgia e resgata séries animadas dos X-Men e Homem-Aranha dos anos 90

Recentemente tivemos um acréscimo um tanto quanto surpreendente ao catálogo do Disney+ (muito provavelmente ofuscado pelo sucesso de Cruella) que é justamente a série animada do amigão da vizinhança, o Homem-Aranha, saindo diretamente dos anos 90 para cá. A Disney após a compra da Fox, já havia resgatado os longa-metragem de X-Men e também, a popular série animada, que também catapultou outrora os mutantes da Marvel ao estrelato.

X-Men The Animated Series boss responds to revival rumours

X-Men: A Série Animada (1992 – 1997)

A série dos X-Men chegou ao canal americano FOX Kids em 31 de Outubro de 1992. A série durou 5 temporadas, com um total de 76 episódios, encerrando sua exibição em 1997. No Brasil, foi exibida pela Globo, na TV Colosso em meados dos anos 90, voltando a ser exibida na edição de sábado da TV Globinho até o mesmo ser substituído pelo programa TV Xuxa. A série voltou a ser exibida na TV Globinho diária por um curto período de tempo. O talentoso dublador Isaac Bardavic foi quem emprestou sua voz ao mutante Wolverine e graças à popularidade do personagem, também dublou o ator Hugh Jackman em todos os filmes que deu vida ao personagem, até encerrar esse ciclo com “Logan”, longa-metragem de 2017 aonde Wolverine e Hugh Jackman penduraram as chuteiras (melhor dizendo, as garras) da telona, até segunda ordem (o MCU de Kevin Feige está nesse momento atrás do possível substituto).

Spider-Man 1994 Has Left Disney+ - But It Will Return | CBR

Homem-Aranha: A Série Animada (1994 – 1998)

A série animada do teioso era tudo o que os fãs esperavam na época e a audiência comprovou essa carência: Foi o desenho mais bem-sucedido do aracnídeo já feito até hoje. O produtor/editor foi John Semper Jr, e foi produzido pela Marvel Productions, de 1994 a 1998. Stan Lee (criador do Homem-Aranha) trabalhou na animação; como produtor executivo, revisor e consultor das histórias. No total, o desenho possui 65 episódios, divididos em cinco temporadas. No Brasil, o desenho foi exibido pela extinta Fox Kids, que mais tarde mudaria o nome para Jetix (atual Disney XD) e pela Rede Globo, aonde de fato, ele se tornou absolutamente popular. Um fato curioso a cerca dessa animação é que o jovem Peter Parker inicia sua trajetória já vivendo as aventuras na pele do herói, portanto, não tem a sua famigerada origem (com a picada da aranha radioativa) mostrada no primeiro episódio. Outra curiosidade: o seu design é todo baseado no ator Nicholas Hammond, o Homem-Aranha do telefilme e seriado de tv do final dos anos 70 (como uma homenagem).

Para acompanhar na íntegra ambas as séries é preciso ser assinante do Disney+, com assinaturas mensais a partir de R$ 27,90. Para saber mais, basta acessar disneyplus.com.br! Para saber mais sobre cultura pop é só acompanhar os textos que público aqui no Novo Dia Notícias e principalmente, acompanhe toda sexta-feira às 11h, o Novo Dia Geek, que vai ao ar nos canais oficiais do Novo Dia no Facebook, YouTube e IGTV (no Instagram). Gostou das curiosidades? Compartilhe esse artigo com amigos e familiares!

Felipe Gonçalves é produtor de conteúdo no canal Sessão Set, é colunista e apresentador no Novo Dia Geek, o quadro de cultura pop do jornal Novo Dia Notícias

“Loki” ganha “último episódio” morno, mais importante para o MCU do que para a série

Chegou nesta última quarta-feira (14) ao Disney Plus, famigerado streaming da casa do Mickey Mouse que agora também é a casa oficial da Marvel na televisão, o 6º e último episódio de “Loki”, até então, minissérie do MCU que prometia dar sobrevida ao Deus da trapaça e da mentira e que trouxe consequências mais importantes para o futuro do MCU e a apresentação de novos vilões do que para a trama em si, ao meu ver. Spoilers sobre a série a partir de agora, ok? Estão avisados.

Bom, a partir do momento que é descoberto que, no final das contas, a AVT e todo o resto são uma grande farsa criada por uma variante do vilão Kang, que preferiu eliminar qualquer possibilidade de que as coisas saíssem do seu controle para poder controlar o início uma nova guerra do multiverso (que já aconteceu inclusive), a variante feminina de Loki, Sylvie, finalmente decide se vingar e abre mão de viver uma história de amor com o nosso querido Loki, que após tanto trair a confiança dos outros, sentiu na pele o que é ser descartado e enganado, sem pestanejar. Isso até que foi interessante, para mim, mas esse conflito todo envolvendo o personagem vivido pelo brilhante Jonathan Major, ótimo ator aliás, me pareceu cansativo e arrastado demais.

Por que a história de Sylvie é ainda mais triste do que a de Loki?
Sophia de Martino foi uma das gratas surpresas da série “Loki”, do streaming Disney Plus

Agora, Loki volta para a AVT de outra linha temporal e milhares de ramificações são criadas, afim de explicar uma porção de coisas e ter a desculpa perfeita para que os X-Men e o Quarteto Fantástico surjam afinal, assim como para que finalmente o Deadpool de Ryan Reynolds dê as caras na fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel. Isso tudo é muito legal e muito interessante, mas convenhamos, fica claríssimo que com o sucesso crescente da série a Marvel decidiu quase que de última hora renovar “Loki” para uma segunda temporada. A diretora dos 6 episódios afirmou com todas as letras que foi contratada somente para essa temporada e que não havia o menor indicio de que a série seria renovada, sendo assim, ela simplesmente firmou outros compromissos para 2022.

Se a Marvel, sendo organizada como é, não tem ainda todas as respostas e sim, continua a mercê do gosto do público e da sua audiência, vemos o 6º episódio empurrar várias questões para o ano 2 da série, obvio, e por conta disso, ao menos pra mim faltou uma certa dose de emoção e empolgação, entregando por fim, um ‘’desfecho” completamente e morno e protocolar. Alias, mesma sensação que tive com o primeiro episódio. A série pra mim empolgou entre os episódios 2 e 5, mas terminou exatamente como começou: mais cautelosa do que ousada.

Loki' Finale Explained: Is Jonathan Majors a Key to the Marvel Cinematic  Universe's Phase 4? | GQ
Jonathan Majors entrega atuação inspirada, mesmo a cena sendo um tanto quanto longa demais

Entendo também que um universo tão rico quanto o da Marvel, e ainda mais se tratando do Loki, não poderia ser completamente desperdiçado em apenas 6 episódios. Aqui os conceitos e a trama são bem diferentes de Wandavision e O Falcão e O Soldado Invernal, que para mim, entregaram tudo que tinham para entregar. Não sabemos ao certo se a nova leva de episódios de Loki chega já em 2022 ou somente em 2023, vamos ter que esperar para saber. Se a “versão muito mais malvada” da variante temporal apresentada na série, o famigerado Kang, vai dar as caras somente em “Homem Formiga: Quantumania”, então talvez as consequências dos atos de Sylvie sejam os desafios que Loki terá de enfrentar logo menos. Acho que é isso!

Boas séries, bons livros, bons filmes pra você!

Felipe Gonçalves é produtor de conteúdo no canal Sessão Set, é colunista e apresentador no Novo Dia Geek, o quadro de cultura pop do jornal Novo Dia Notícias

“Um Lugar Silencioso 2” é tenso, mesmo sem “elemento surpresa”

Chegará no dia 15 de julho (quinta-feira) aos cinemas de todo o Brasil (depois de uma série de incontáveis adiamentos) “Um Lugar Silencioso 2”, sequência do filme de mesmo título, projeto dirigido por John Krasinski que também co-protagoniza o primeiro filme ao lado da esposa Emily Blunt e que aqui, volta somente na direção do longa. O novo filme retoma exatamente de onde parou o anterior (sim, imediatamente na sequência do clímax) e vemos a jornada da família de protagonistas buscando auxilio, refúgio e principalmente, sobreviver as criaturas alienígenas que dizimaram quase toda a humanidade e que são atraídas exclusivamente pelo som, afinal, não possuem visão. No meio desse clima tenso, obviamente, o filme tenta emular o anterior em todos os aspectos possíveis: direção, fotografia, trilha sonora (e ausência da mesma, quando pertinente), e assim por diante.

Creio que uma das grandes diferenças desse filme para o primeiro é que você realmente já sabe o que esperar dele, pois o anterior realmente surpreendeu boa parte do público que não tinha tanta expectativa com relação a produção (eu próprio me incluo nesse caso, me arrependi depois de não ter ido ao cinema) e que agora embarca novamente em aproximadamente 1 hora e 35 minutos de uma tensão absurda. Se o filme de fato não tem um roteiro extremamente inventivo (muito pelo contrário, a trama toda é “supersimples”, e se baseia toda mesmo em cima da tensão de não poder fazer barulho senão você morre) o habilidoso diretor realmente sabe tirar boas cenas de situações absolutamente corriqueiras e que agora conta com um reforço de peso para o elenco: Cilliam Murphy (de Peaky Blinders).

O ator não desempenha exatamente o mesmo papel de John Krasinski do filme anterior, mas dá mais peso para a trama junto com Emily Blunt e as crianças, principalmente Millicent Simmonds, uma atriz surda-muda, o que só dá mais veracidade para a sua atuação vivendo uma personagem com as mesmas limitações físicas dela. Personagem essa inclusive que de fato move a trama e que tem uma importância na narrativa até maior do que Murphy e Blunt. O início do filme de fato parece que demora um pouco para engrenar (talvez eu tenha ficado afoito demais, confesso), mas depois que todas as cartas estão na mesa, aí é tensão pura até o final. Final esse inclusive, bastante semelhante com o anterior (no mesmo estilo “cliffhanger”, termo inglês que é utilizado para dizer que o filme ou a série deixou um final em aberto).

Outro elemento utilizado de maneira um pouco diferente aqui é justamente o silencio, quase que predominante em sua totalidade do filme anterior e que aqui, é substituído por sussurros algumas vezes, mas na maioria do filme, o silencio em si já não se faz tão presente, inclusive na trilha sonoro, mais marcante dessa vez. No filme anterior, haviam de fato minutos de silencio absoluto que ajudaram na construção do clima e para justamente explicar o senso de ameaça que os personagens estavam envolvidos. Como aqui, todo mundo que já assistiu ao primeiro filme sabe o tamanho da ameaça letal e a importante do silencio, ele foi “deixado de lado” dessa vez.

“Um Lugar Silencioso 2” é bem filmado, bem dirigido, não surpreende tanto quanto o primeiro mas de fato é um bom filme, tem profundidade, sabe ser sensível e entretém. Fica a recomendação que assistam, inclusive, caso não tenham visto o anterior, deem uma oportunidade de conferir. Acompanhe o Novo Dia Geek com vídeos semanais toda sexta-feira às 11h nos canais oficiais do grupo Novo Dia no YouTube, Facebook e Instagram (IGTV). Bons filmes!

Felipe Gonçalves é colunista e apresentador do Novo Dia Geek

Opinião: “Viúva Negra” entrega ação eletrizante, no melhor estilo Marvel

Chegou nesta sexta-feira (9) feriado em São Paulo, “Viúva Negra”, despedida da atriz Scarlett Johansson do papel da super-heroína / espia & assassina profissional que batiza o filme, na qual ela deu vida em 8 filmes dentro do Universo Cinematográfico da Marvel. Esse filme tem os eventos ocorridos após “Capitão América: Guerra Civil” (2016) e os dois últimos filmes dos Vingadores (Guerra Infinita e Ultimato), aonde a Viúva Negra encontrou redenção e seu destino derradeiro. Sim, esse filme deixa claro que Johansson não voltará ao papel, e ainda faz conexão com o futuro do MCU através de outros personagens.

O que dá para dizer logo de cara é que, assim como no trailer, esse filme é de fato um filme de ação eletrizante e deveras impressionante. Ouso dizer aqui que de fato, é um dos melhores filmes de ação da Marvel, ao lado de “Capitão América: O Soldado Invernal”. O filme se passa em algumas épocas diferentes e faz bom uso de flashbacks para tentar dar profundidade para a trama (quem no final das contas, não é tão profunda assim) e principalmente desenvolver personagens, principalmente os coadjuvantes vividos por Rachel Weisz, que vive Melina e David Harbour que vive o Guardião Vermelho, um “Capitão Russia” que teve seus momentos de glória na antiga União Soviética e que agora está “aposentado” (por motivos de força maior).

Se dou destaque para alguma personagem e performance, é para a de Florence Pugh (de Adoráveis Mulheres e Mindsomar). Ela vive a “irmã adotiva” da Natasha Romanoff e praticamente divide o protagonismo do filme (por isso, não foi citada dentre os coadjuvantes). A trama tem algumas reviravoltas (como disse, não achei a história tão incrível) e como costuma acontecer em alguns filmes da Marvel, talvez o ponto fraco sejam os vilões, que basicamente são o temido Treinador (Taskmaster, no original) que simplesmente consegue copiar qualquer habilidade de luta de qualquer pessoa, inclusive dos Vingadores, e o russo Dreykov, vivido pelo talentoso Ray Winstone. William Hurt dá as caras novamente vivendo o General Ross, que está caçando vingadores foragidos, mas que sua aparição consiste em apenas duas cenas, uma no início do filme, e outra no final.

Fica a recomendação para dar uma conferida, principalmente quem é fã dos filmes e do estilo Marvel de fazer cinema, filme pipocão e um prato cheio para o final de semana. O filme está disponível no Disney Plus com acesso premium no valor de R$ 69,90 (pra rachar com a família e assistir todo mundo junto) e também nos cinemas de todo o Brasil que estão em funcionamento com as restrições sanitárias e distanciamento social, afinal, ainda estamos enfrentando uma pandemia. Acompanhe o Novo Dia Geek com vídeos semanais toda sexta-feira às 11h nos canais oficiais do grupo Novo Dia no YouTube, Facebook e Instagram (IGTV). Bons filmes!

Felipe Gonçalves é colunista e apresentador do Novo Dia Geek

“A Guerra do Amanhã” entrega filme divertido e criativo

Chegou nesta sexta-feira (2) no Prime Vídeo, serviço de streaming da Amazon, “A Guerra do Amanhã” longa estrelado por Chris Pratt que também conta com nomes como do vencedor do Oscar J.K. Simmons (Whiplash) e Yvonne Strahovski (da série The Handmaid’s Tale) e aborda uma premissa um tanto quanto batida, vamos e convenhamos: misturar ficção cientifica futurista distopica com uma guerra da humanidade contra uma espécie alienígena. Se o enredo não eleva muito as expectativas, já o trailer repleto de ação apresentou um filme extremamente convidativo.

Com 2 horas e 18 minutos de duração, “A Guerra do Amanhã” começa surpreendendo justamente por trazer efeitos especiais extremamente bem feitos e bem-acabados, bem munidos por um orçamento parrudo dos blockbusters hollywoodianos, pouco comum aos streamings, ao menos, até pouco tempo atrás. Mas se pra Amazon dinheiro não é problema, para o Chris Pratt tampouco é problema interpretar líderes carismáticos. Dois longas da franquia “Guardiões da Galáxia” estão aí para não me deixarem mentir. Mas aqui Pratt não é Peter Quill, é outra coisa.

Mesmo dentro do clichê desse tipo de filme, a estrutura e narrativa tentam se modificar um pouco e com bastante criatividade, o filme é extremamente divertido e empolgante, uma grata surpresa e começa a mostrar o possível rumo de qualidade de entretenimento que a Amazon está mirando (levando em conta a própria compra da MGM). Aqui vemos um Chris Pratt totalmente à vontade e uma Yvonne Strahovski firme e que consegue desenvolver bem sua personagem com poucos diálogos (o filme tem alguns plot twists bastante interessantes).

Se o filme não se aprofunda na questão da viagem do tempo (afinal acredito que a grande maioria do público já tem estofo e bagagem o bastante para aceitar esse conceito, mesmo sem muitas explicações) o filme foca de fato em dois temas: guerra e família. Dois temas essas que inclusive reforçam o que faz de nós humanos, pelo o que vale a pena lutar e qual sacrifício estamos dispostos a fazer por aqueles que amamos. Como o próprio personagem de Pratt diz “Eu quero salvar a minha filha. E se para isso, for preciso que eu salve o mundo inteiro, então é o que eu farei”.

“A Guerra do Amanhã” é visualmente atraente, extremamente bem feito e bem caprichado, se não é genial na premissa e no roteiro, tem ritmo excelente e entrega diversão escapista perfeita para o final de semana afinal, acredito que todos nós estamos precisando de uma pausa, certo? Fica aqui a recomendação. Acompanhe o Novo Dia Geek com vídeos semanais toda sexta-feira às 11h nos canais oficiais do grupo Novo Dia no YouTube, Facebook e Instagram (IGTV). Bons filmes!

Felipe Gonçalves é colunista e apresentador do Novo Dia Geek

Jogos de video game ainda precisam virar filmes e séries?

Mortal Kombat 11: Conheça o conteúdo do beta fechado

Por Felipe Gonçalves

Desde a ascensão dos video games nos anos 80, sempre se falou em adaptar essa mídia para o cinema e tv, e foi o que acabou acontecendo por diversas vezes principalmente nos anos 90, aonde jogos feito Street Fight e Mortal Kombat ganharam suas devidas adaptações, depressa até demais, eu diria hoje em dia. Com a evolução da tecnologia, não demorou muito para notarmos que jogos de vídeo game foram ficando, a medida que o tempo ia passando, cada vez mais cinematográficos, principalmente no que se diz respeito à narrativa, enredo e principalmente, na direção de cenas e no roteiro, trazendo uma experiência completamente imersiva ao jogador, que diferente do espectador passivo do cinema e tv, este interage o que promove uma identificação maior com os personagens, causando uma empatia muito grande pela jornada do game.

No vídeo abaixo, vale lembrar que tudo o que foi dito por mim é somente a minha opinião, a minha percepção e a minha visão, aonde inclusive contextualizo de onde me embasei as minhas falas:

https://www.youtube.com/watch?v=WpFvZ7klzjM

Aproveite e deixe o seu comentário (sempre muito educado, espero) dando a sua opinião para que possamos construir o dialogo, debater o tema (que é um pouco polêmico) mas de maneira sempre sadia e construtiva.

Obrigado por nos acompanhar! Siga-nos no instagram @sessaoset!

Ótimo final de semana pra você!

Confira a lista completa dos vencedores do Oscar 2021

Oscar 2021 - Indicados e Previsões - O PipoqueiroO Pipoqueiro

Confira abaixo a lista completa dos vencedores desta edição e suas respectivas categorias:

– Melhor filme: Nomadland

– Melhor direção: Chloé Zhao (Nomadland)

– Melhor ator: Anthony Hopkins (Meu Pai)

– Melhor atriz: Frances McDormand (Nomadland)

– Melhor ator coadjuvante: Daniel Kaluuya (Judas e o Messias Negro)

– Melhor atriz coadjuvante: Yuh-Jung Youn (Minari)

– Melhor roteiro adaptado: Meu Pai

– Melhor roteiro original: Bela Vingança

– Melhor curta-metragem: Two Distant Strangers

– Melhor animação: Soul

– Melhor curta de animação: If Anything Happens I Love You

– Melhor documentário: Professor Polvo

– Melhor documentário de curta-metragem: Collete

– Melhor filme internacional: Druk, Mais Uma Rodada (Dinamarca)

– Melhor fotografia: Mank

– Melhor montagem: O Som do Silêncio

– Melhores efeitos visuais: Tenet

– Melhor trilha sonora original: Soul

– Melhor canção original: “Fight For You” (Judas e o Messias Negro)

– Melhor som: O Som do Silêncio

– Melhor figurino: A Voz Suprema do Blues

– Melhor cabelo e maquiagem: A Voz Suprema do Blues

– Melhor design de produção: Mank

Felipe Gonçalves

7º ano de Brooklyn 99 não deixa a peteca cair mas passa depressa demais!

Brooklyn 99 wallpaper1 Por Felipe Gonçalves (@codinomepipo)

Brooklyn 99 foi uma sitcom (série de comédia, geralmente de 20 minutos cada episódio) que entrou no meu radar, particularmente, quase que “tarde demais”. Fora os muito elogios que sempre ouvi, confesso que uma certa preguiça de comédias atrapalhou o meu bom senso de dar uma chance para essa brilhante e divertida produção e o que impulsou minha curiosidade foi justamente o seu cancelamento. Oi? Eu explico.

Brooklyn 99 era uma série produzida pelo canal FOX, criada por Dan GoorMichael Schur e em seu 5º ano foi cancelada, causando uma grande comoção (e revolta!) por boa parte da comunidade de fãs. Começou uma negociação e quem salvou a série e virou sua casa a partir da 6º temporada (2019) foi a emissora americana NBC. O que promoveu uma popularização da série foi a parceria com a NETFLIX, que sempre exibe a temporada mais recente no ano seguinte (por exemplo, a temporada passada entrou na Netflix brasileira esse ano).

Bom, por fim, em 2020 a NBC exibiu a 7º temporada (já aproveitando pra confirmar que haverá uma 8º em 2021, porém, agora já esperamos um atraso por conta do interrompimento das produções pela pandemia do COVID-19, inclusive, parece que a série irá mencionar esse fato!). Antes de tecer elogios, vamos começar salientando alguns probleminhas, afinal, nada é perfeito né? Mas relaxa, Brooklyn 99 continua de fato QUASE perfeita: Logo no inicio da temporada, somos apresentados a uma nova policial, Debbie Fogle (vivida por Vanessa Bayer) que faz patrulha junto do ex-capitão Raymolt Holt (vivido pelo maravilhoso Andre Braugher) e digamos que a tentativa de introduzir uma nova personagem na série foi bastante frustrada, mesmo que tenha sido por apenas 2 episódios. Tendo uma cartela de coadjuvantes de luxo, Brooklyn 99 precisa realmente se esforçar mais no próximo ano, ou não repetir o equivoco, que já está de bom tamanho!

MV5BZTU0YjJlYzQtYjFiNC00MTQxLWIwYjUtNTk4ZTFiNmRjZWVkXkEyXkFqcGdeQXVyNjgzMjQ0MTA@._V1_ Jake Peralta (Andy Samberg) e a atrapalha oficial Debbie (Vanessa Bayer) 

Pois bem! Outro detalhe importantíssimo (e deveras triste) é que essa é a menor temporada dentre todas as temporadas da série! São apenas 13 episódios de 20 minutos, bem distante do inicio da série em 2013, aonde foram lançados 22 episódios, devorados aqui em poucos dias! Espero sinceramente que no próximo ano, eles pensem com carinho e lancem (pelo menos) 16 episódios, feito o ano 6!

Mas falando de coisas boas (e isso tem de sobra) realmente acho muito digno como a série até agora não deixou a peteca cair, por assim dizer, e continua mantendo o humor lá em cima, com o elenco afiado e extremamente bem entrosado (afinal, são personagens e atores trabalhando juntos a 7 anos, então o nível de intimidade está lá no alto, o que só melhora a série e as piadas). Achei que sentiria mais a ausência da secretária Gina (vivida pela talentosíssima Chelsea Peretti), que deixou a série na metade do ano passado e que não retornou agora nem ao menos para uma participação. Quem sabe ano que vem, né? Ou talvez, não mais precise!

92489671_1882706421860131_6354230249860890624_oJake Peralta (Andy Samberg) apresentando o prêmio da mais recente competição anual de Halloween, tradicional episódio recorrente da série. 

Brooklyn 99 apresentou outra questão interessante, e que adicionou uma química interessante ao relacionamento de Jake e Amy (vivida por Melissa Fumero): As tentativas do casal de engravidar. O lance do filho e aumentar a família parece que trouxe mais um senso de maturidade ao personagem de Jake e assim como todos os ótimos personagens, ele vem evoluindo e crescendo de maneira natural dentro da série. Outro destaque é a participação do gabaritado, vencedor do Oscar por Whiplash, J.K. Simons! Sem dúvida estamos diante de um grande exemplar de como fazer comédia de maneira inteligente e despretensiosa, uma série que sabe desenvolver personagens ao mesmo tempo que diverte o espectador. Uma pena mesmo um temporada tão curta!! Só resta aguardar as novas aventuras agora!

NUP_189420_0883-1280x720 Capitão Raymold Holt (Andre Braugher) e Tenente Terry (Terry Crews) tem ótimos momentos juntos! 

Brooklyn 99, 7º temporada (2020), nota: 8,0! (Se tivesse mais episódios, levaria 9,0!) 

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